quinta-feira, 9 de outubro de 2008

95- II MEMORIAL SEVERINO SOMBRA



O MI Leandro Perdomo, rating FIDE de 2393, jogará o II Memorial Severino Sombra, dias 18 e 19 de outubro.

Leia mais sobre o torneio na nota nº90.

Participem do evento!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

94- II MEMORIAL SEVERINO SOMBRA



O mf Ricardo Teixeira, rating FIDE de 2370, jogará o II Memorial Severino Sombra, dias 18 e 19 de outubro.

Leia mais sobre o torneio na nota nº90.

Participem do evento!

93- II MEMORIAL SEVERINO SOMBRA



O MI Everaldo Matsuura, rating FIDE de 2469, jogará o II Memorial Severino Sombra, dias 18 e 19 de outubro.

Leia mais sobre o torneio na nota nº 90.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

92- Questões de Arbitragem XII

Jogador responde ao lance antes de o adversário acionar o relógio, em partida de blitz
Pergunta 68: Numa partida de blitz, o jogador A faz o lance; o jogador B responde em seguida; o jogador A, então, aciona o relógio; o jogador B também aciona o relógio. O procedimento está correto?

Resposta: Trata-se de procedimento corriqueiro nas partidas jogadas nos ritmos rápido e blitz (relâmpago).
Os jogadores em apuro de tempo não raras vezes jogam em grande velocidade e acabam respondendo antes de o adversário acionar o relógio.
Conclusão: O jogador B não está transgredindo a Lei se não estiver impedindo o adversário de acionar o pino do relógio.
O que o art. 6.8 “a” da Lei do Xadrez proíbe é que jogador B impeça o adversário de acionar o relógio.
"Art. 6.8.a - ... Deve ser sempre permitido a um jogador acionar o pino de seu relógio..."

Jogador que se ausenta do ambiente de jogo sem pedir autorização ao árbitro
Pergunta 69: O jogador ausenta-se do salão de jogos sem antes pedir permissão ao árbitro. Seu adversário desconfiado da atitude chama o árbitro e pede que tome providências. O que deve fazer o árbitro?


Resposta: A conduta de ausentar-se sem a devida permissão implica vai de encontro ao disposto no art. 12.4 da Lei do Xadrez.
O árbitro deve verificar onde se encontra o jogador ausente. Dependendo da gravidade da falta deverá aplicar-lhe a punição devida (usando o bom senso) com base no elenco de punições previstas no art. 13.4 da Lei do Xadrez.
OBS: Vale lembrar que o intuito da regra não é tolher a liberdade de locomoção do jogador. A idéia é evitar que o jogador se ausente para consultar seu técnico, literatura ou softwares enxadrísticos. (comportamento anti-ético)
"12. 4 - Não é permitido aos jogadores deixar o ‘ambiente de jogo’ sem a permissão do árbitro. O ambiente de jogo é composto pela sala de jogo, banheiros, área de refeição leve, área reservada para fumantes e outros locais designados pelo árbitro. Não é permitido ao jogador, que tem a vez de jogar, deixar a sala de jogo sem a permissão do árbitro."
"13.4 - O árbitro pode aplicar uma ou mais das seguintes penalidades:
a) advertência,
b) aumentar o tempo remanescente do oponente,
c) reduzir o tempo remanescente do jogador infrator,
d) declarar a perda da partida,
e) reduzir os pontos ganhos na partida pelo jogador infrator,
f) aumentar os pontos ganhos na partida pelo oponente até o máximo possível para aquela partida,
g) expulsão do evento."

Lance escrito apenas na planilha (não realizado no tabuleiro) porque o adversário chegou atrasado
Pergunta 70: O Jogador A (com peças brancas) escreve o lance na planilha, mostra ao árbitro qual foi o lance executado, aciona o pino do relógio sem entretanto executá-lo no tabuleiro porque o seu adversário ainda não chegou. O estranho ritual deve-se ao fato de seu adversário estar atrasado.
O jogador B (com peças pretas) logo que chega questiona o adversário por que o seu relógio está acionado se o tabuleiro apresenta a posição inicial das peças. O jogador A, prontamente, mostra a planilha com o lance escrito e diz que foi aconselhado pelo próprio árbitro a agir dessa forma. Está correto este procedimento?

Resposta: A nova lei (art. 8.1) proíbe o jogador de escrever o lance antes de executá-lo no tabuleiro. Também não é licito ao jogador, parar o relógio e acionar o do seu oponente enquanto não tiver efetivamente feito o seu lance no tabuleiro, consoante o disposto no art. 1.1 e alínea a do art. 6.8 da Lei do Xadrez.

Conclusão: Sem dúvida o jogador B está com a razão. Este procedimento é inaceitável. O jogador das brancas só pode acionar o pino do seu relógio e anotar o seu 1º lance, após executá-lo no tabuleiro. Somente depois de executado esse pequeno ritual é que as pretas passam a ter a ‘vez de jogar’.

"Art. 1.1 - O jogador com as peças brancas começa o jogo. Diz-se que um jogador 'tem a vez de jogar', quando a jogada do seu oponente tiver sido feita."
”Art. 6.8. a - Durante a partida cada jogador, depois de fazer seu lance no tabuleiro, deverá parar seu próprio relógio e acionar o relógio de seu oponente.”
”Art. 8.1. - É proibido anotar previamente o lance, exceto se o jogador estiver reivindicando empate na forma dos Artigos 9.2 ou 9.3.”

Lances Ilegais em Partida de Xadrez Rápido - Intervenção ou não do árbitro
Pergunta 71: Numa partida de xadrez rápido entre duas crianças com seta pendurada, a jogadora A faz uma jogada irregular; a jogadora B, todavia, não acusa e concretiza sua jogada . O árbitro deve intervir?

Resposta: Em partidas de xadrez rápido, o árbitro só deve intervir, no caso de lance ilegal, se for requerido por pelo menos um dos jogadores, diferentemente do xadrez pensado em que, a qualquer momento, o árbitro pode intervir e restabelecer a posição anterior ao lance ilegal, concedendo dois minutos extras ao adversário. Vide artigo 7.4 “a” da Lei do Xadrez.

No xadrez rápido o infrator só é punido quando fizer um lance ilegal se houver reclamação.
Vide apêndice B6 da Lei do Xadrez.
“Apêndice B6 - Um lance ilegal está completo assim que o relógio do adversário for posto em movimento. O oponente tem direito de reclamar que o jogador completou o lance ilegal.... Apenas após tal reclamação é que o árbitro poderá intervir.”

Lances Ilegais em apuro de tempo de partidas de mais de 1 hora de reflexão para cada jogador – Pode o árbitro intervir?
Pergunta 72: Nos instantes finais de uma partida no ritmo de 2 horas nocaute, o meu adversário faz uma série de lances irregulares que eu não percebi devido ao apuro de tempo. O árbitro estava assistindo e não se pronunciou. Com os lances irregulares, meu adversário ganhou a partida. O árbitro deveria intervir diante dos lances irregulares? Como ele não interveio, posso requerer a anulação da partida?

Resposta: Em partidas disputadas no ritmo de xadrez pensado, o árbitro pode e deve intervir, independentemente de reclamação do jogador prejudicado. Um lance ilegal, que é um ato anulável, se acusado durante a partida, possibilita a aplicação da lei do xadrez, voltando-se à situação anterior ao lance ilegal, com a conseqüente punição do infrator. (vide art. 7.4). Mas isso tem de acontecer durante a realização da partida.
Uma vez terminada a partida, não há mais o que se fazer, porque a irregularidade só poderia ser sanada durante o transcurso do jogo. Desse modo, depois de terminada a partida não existe mais a infração e, por esse motivo, não é cabível a anulação do jogo.
Nas partidas nos ritmos de rápido e blitz é que os árbitros só podem intervir se houver uma reclamação formal, por parte de um dos jogadores.
Num paralelo com o direito, em especial ao chamado direito processual, que, entre outras coisas, disciplina o modo de atuação das partes perante o juiz, atribui-se a necessidade de "agir na hora" ao princípio da eventualidade. Diz-se que há a perda de uma oportunidade processual quando alguém deixa passar um direito que só pode ser efetivado naquele momento. Isso acontece principalmente por duas razões. Uma de ordem lógica, pois é naquele momento que os fatos podem ser verificados. Outra por motivo de segurança jurídica, eis que não é possível que a reclamação permaneça em aberto, incerteza que não interessa a nenhum dos envolvidos. É a aplicação do adágio latino "dormientibus non sucurrit jus" (a justiça não socorre aos que dormem).
Guardadas as diferenças entre direito e xadrez, a solução para o caso acaba não sendo diferente do raciocínio acima. Isso porque, sendo o xadrez algo que visa o entretenimento e o lazer de seus praticantes, e onde não é possível ao juiz fiscalizar todas as partidas o tempo todo nem “reduzir a processos” tudo o que ocorre no jogo, é recomendável que cada jogador se preocupe em bem conhecer suas regras (principalmente se o leva a sério e de modo profissional). Deve, assim, reclamar seus direitos na hora certa, para jogar sempre partidas sadias, sem arrependimentos ou aborrecimentos.
E ai vale lembrar outro adágio: "dura lex sed lex" (a lei é dura, mas é a lei).
"Art. 7.4 -
a) Se durante uma partida descobrir-se que um lance ilegal foi feito, deverá ser restabelecida a posição imediatamente anterior à irregularidade. Se a referida posição não puder ser reconstituída, a partida deverá continuar a partir da última posição identificável, anterior à irregularidade. Os relógios deverão ser ajustados de acordo com o Artigo 6.14. O Artigo 4.3 aplica-se à jogada que for feita em substituição ao lance impossível. A partida deverá então continuar a partir da posição restabelecida.
b) Após a adoção das ações descritas no Artigo 7.4 "a", para os dois primeiros lances ilegais feitos por um jogador, o árbitro deverá dar dois minutos extras ao oponente, a cada instância; para o terceiro lance ilegal efetuado pelo mesmo jogador, o árbitro deverá declarar a partida perdida para este jogador."

Lance Ilegal – Regra vale para Rápido e Blitz
Pergunta 73: A regra que valia para o blitz foi estendida também para o Xadrez Rápido.


Resposta: De acordo com a lei em vigor lances ilegais praticados em partidas de rápido só estão 'completos' depois que o jogador acionar o pino do relógio. Assim, o adversário só pode reclamar depois que o seu relógio for acionado. Além disso, a reclamação tem de ser feita antes de efetuar o seu lance.
E o árbitro somente pode intervir na partida após a reclamação.
Este é o novo ritual, que era válido anteriormente só para o Blitz.

Lance Ilegal em Blitz sempre acarreta a perda da partida?
Pergunta 74: Numa partida de xadrez relâmpago, um dos jogadores está apenas com o rei, enquanto que o outro conta com várias peças. O que acontece se o jogador, com várias peças, faz um lance impossível e aciona o relógio do adversário. Qual é o resultado da partida? O jogador que fez o lance impossível perde, ou há empate, pelo fato do outro jogador não possuir mais peças?


Resposta: Se o jogador fizer um lance ilegal e acionar o relógio perderá a partida se o adversário acusar. Logicamente, em nenhuma circunstância o jogador perderá a partida caso o seu adversário não tenha material para dar mate; o empate é o resultado correto.

”Apêndice C3: Um lance ilegal está completo assim que o relógio do oponente for posto em movimento. Entretanto, antes de fazer o seu próprio lance, o oponente tem o direito de reclamar a vitória. O jogador tem o direito de reivindicar empate antes de fazer o seu próprio lance se o oponente não puder lhe dar xeque-mate por qualquer série de lances legais possíveis...”.

Lance Ilegal versus Queda de Seta: O que prevalece em partida de blitz?
Pergunta 75: O jogador A (brancas com material para dar mate) acusa, na forma regulamentar, um lance ilegal praticado pelo adversário (pretas também com material para dar mate); em seguida o jogador das pretas acusa queda de seta do relógio das brancas. O que decide o árbitro?

Resposta: O árbitro deve analisar a cronologia dos fatos.
Tanto o lance ilegal completo quanto a queda de seta determinam o término da partida.
A seta é considerada caída somente quando o jogador acusa o fato.
Conclusão: O lance ilegal completo, conforme apêndice C3, significa que a partida terminou com a vitória das brancas. O que aconteceu depois é irrelevante.
OBS: Se a partida estivesse sendo disputada no ritmo normal ou de xadrez rápido, o árbitro deveria dar um bônus de 2 minutos para o jogador A e a partida prosseguiria a partir da posição imediatamente anterior ao lance ilegal.
"Apêndice B7 - A seta é considerada caída quando for feita uma reclamação válida neste sentido por um dos jogadores. O árbitro deve abster-se de sinalizar uma queda de seta."
"Apêndice C3 - Um lance ilegal está completo assim que o relógio do oponente for posto em movimento. De qualquer forma, antes de fazer o seu próprio lance o oponente tem o direito de reclamar a vitória... ".

Lance ilegal das pretas - brancas ao invés de acusá-lo ameaçam a dama preta - Pretas perdem a dama?
Pergunta 76: Numa partida de xadrez rápido, um jogador (por exemplo, o de pretas) faz um lance impossível, deixando seu rei em xeque. O jogador de brancas, ao invés de chamar o árbitro e acusar o lance impossível, mantém o rei negro em xeque e ameaça a dama negra. Percebendo que perderiam a dama, pretas então acusam o lance ilegal. Como o Árbitro deve se posicionar nessa situação?


Resposta: Logicamente o árbitro não pode cair nesse truque-sujo. Deve atender à reivindicação do jogador das brancas, determinando que seja restabelecida a posição imediatamente anterior ao lance ilegal, anulando o lance ilegal bem como eventuais lances posteriores.
Valendo-se do seu bom senso, deve o árbitro aplicar as devidas penalidades aos dois jogadores (vide arts 7.4."b" e 13.4). E a partida deve continuar a partir da posição restabelecida, com as pretas tendo a vez de jogar, conforme o disposto no artigo 7.4 “a” da Lei do Xadrez.

"7.4. “a” - Se durante uma partida descobrir-se que um lance ilegal foi feito ...., deverá ser restabelecida a posição imediatamente anterior à irregularidade. Se a referida posição não puder ser reconstituída, a partida deverá continuar a partir da última posição identificável, anterior à irregularidade. Os relógios deverão ser ajustados de acordo com o Artigo 6.14. O artigo 4.3 aplica-se à jogada que for feita em substituição ao lance impossível. A partida deverá então continuar a partir da posição restabelecida."

"7.4. “b” - Após a adoção das ações descritas na alínea "a" do Artigo 7.4, para os dois primeiros lances ilegais feitos por um jogador, o árbitro deverá dar dois minutos extras ao oponente, a cada instância; para o terceiro lance ilegal efetuado pelo mesmo jogador, o árbitro deverá declarar a partida perdida para este jogador."

Lance Ilegal - Quando está configurado no xadrez rápido e blitz?
Pergunta 77: No blitz, jogador faz lance deixando seu rei em xeque e aciona o relógio. Perde a partida?

Resposta: Deixar o rei em xeque é um lance ilegal. Mas, no xadrez rápido e no blitz só estará configurado o lance ilegal depois de acionado o relógio. É o que diz apêndice C3.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

91- VIVA O MASCA!




Nosso amigo mf Alberto Pinheiro Mascarenhas representará o AMADO XADREZ do ESTADO DO RJ no II Torneio João Cordioli, de 9 a 12/10 em Petrolina, Pernambuco!!
Desejo sucesso ao amigo, grande mestre da elegância e ética!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

90- II MEMORIAL SEVERINO SOMBRA!!

Tenho a satisfação de informá-los sobre a realização do II Memorial Severino Sombra, conforme informações abaixo.

A intenção é fixar no calendário de nosso estado um evento que reúna fortes enxadristas e amantes do xadrez de todas as idades e níveis. Enfim, promover uma grande festa em memória de um dos maiores empreendedores que o município de Vassouras já conheceu: General Severino Sombra de Albuquerque, fundador da Universidade Severino Sombra.

Prestigiem!!

Datas: 18 e 19 de outubro de 2008
Local: Colégio Sul Fluminense de Aplicação - Vassouras (RJ)
Categorias:
- Absoluto e
- Infantil (sub 8, sub 10, sub 12 e sub 14)
Inscrições:
R$ 30,00 para enxadristas com 14 anos ou mais
R$ 10,00 para enxadristas com menos de 14 anos
R$ 5,00 Para alunos do Colégio Sul Fluminense de Aplicação
Poderão ser feitas pelos e-mail sjrhenriques@uol.com.br e cxadrezv@bol.com.br ou pelo telefone (24) 9916-4729 - Silvio; com pagamento no dia do torneio, informando nome completo, data de nascimento e rating.
Obs: 1 - 64 vagas para cada uma das duas categorias
Obs: 2 - Isentos de Inscrição: Grandes Mestres e Mestres Internacionais
Obs: 3 - O pagamento da inscrição deverá ser efetuado até as 12h30min do dia 18
Material: Os enxadristas terão que trazer jogo de peças e relógio

Ritmo de jogo, sistema de disputa e critérios de desempate:
Uma hora para cada jogador;
Suiço em 6 rodadas (Swiss Perfect);
Critérios de desempate (que serão sorteados depois de encerrada a ultima rodada - exceto o critério de sorteio que será o ultimo):
1 - Confronto Direto
2 - Bucholz Mediano
3 - Bucholz Total
4 - Sonnenborn Berge
5 - Progressivo
6 - Número de vitórias
Obs: a vitória valerá 3 pontos, o empate 1 ponto e zero a derrota

Arbitragem: AN Carlos Carvalho

Programação:
18 de outubro - 20h - Palestra: Finais Artísticos/Solucionismo
Palestrante: Roberto Stelling

(Campeão brasileiro de soluções em 1990, 2002, 2006 e 2008 - Delegado do Brasil no Congresso da PCCC em 2008 e
Membro da equipe de Solucionistas que representou o Brasil no Campeonato Mundial em Jurmala, Letônia - 2008)

18 de outubro
13h Abertura e congresso técnico
13h30min 1ª Rodada
15h45min 2ª Rodada
18h 3ª Rodada
19 de outubro
9h30min 4ª Rodada
13h 5ª Rodada
15h45min 6ª Rodada
17h30min Premiação e encerramento

Direção e Organização: Silvio Henriques

Premiação: R$5.000,00
Categoria Absoluto
1º lugar 900,00 + Troféu
2ºlugar 600,00 + Troféu
3ºlugar 400,00 + Troféu
4ºlugar 300,00 + Medalha
5ºlugar 200,00 + Medalha
6ºlugar 200,00 + Medalha
7ºlugar 100,00 + Medalha
8ºlugar 100,00 + Medalha
9ºlugar 100,00 + Medalha
10º Lugar 100,00 + Medalha

De 1900 à 2199 de rating
1º lugar 300,00 + Troféu
2ºlugar 250,00 + Medalha
3ºlugar 200,00 + Medalha
4º lugar 100,00 + Medalha
5ºlugar 50,00 + Medalha

De 1600 à 1899 de rating
1º lugar 250,00 + Troféu
2ºlugar 200,00 + Medalha
3ºlugar 150,00 + Medalha
4ºlugar 100,00 + Medalha
5ºlugar 50,00 + Medalha

Até 1599 de rating
1ºlugar 150,00 + Troféu
2ºlugar 100,00 + Medalha
3ºlugar 50,00 + Medalha

Feminino
1ºlugar 50,00 + Troféu
2ºlugar Medalha
3ºlugar Medalha

Categoria Infatil (sub8, sub10, sub12 e sub14)
1ºlugar Troféu
2ºlugar Medalha
3ºlugar Medalha
Para cada uma das 4 categorias.

Obs.: As premiações não serão cumulativas.

HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO
20 vagas em alojamento gratuito. Não é necessário
trazer roupa de cama e banho.
5 GM's ou MI's terão direito a hospedagem e
alimentação por conta da organização do evento.

HOTÉIS E POUSADAS

Hotel Santa Amália (24) 2471-7007
Mara Palace Hotel (24) 2471-1993
Hotel Jardim Imperial (24) 2471-1877
Pousada Vale das Palmeiras (24) 2471-7754
Pousada Veredas (24) 2471-3350
Pousada Cantinho da Doca (24) 2471-1051

Participem!!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

89- Questões de Arbitragem XI (O Jogador iôiô!!)

Jogada do tipo ‘ioiô’
Pergunta 67: Gostaria de saber se o jogador pode fazer uma jogada do tipo ioiô, na qual tira uma peça da casa, vai para outra, sem soltá-la, e dá uma pausa para meditação. O jogador alega em sua defesa que a jogada só está implementada quando a peça for solta na casa?


Resposta: Vamos recapitular. O jogador com a vez de jogar se tocar numa peça vai ter de jogá-la, exceto se o lance for ilegal (vide art. 4.2).
Realmente, o lance só estará completo quando a peça for solta numa casa (vide art. 4.6), independentemente de ter acionado (ou não) o relógio. Portanto, não é proibido ao jogador fazer essa jogada apelidada de " jogada do tipo ioiô". Ocorre que essa mania não é nada elegante. Além disso, é muito desconfortável colocar uma peça numa casa e ficar segurando-a por algum tempo.
Sem dúvida trata-se de um hábito estranho; e o jogador que é contumaz nisso é apelidado de ‘capivarão!’.

88- Questões de Arbitragem X (Ética e Educação)

Falta de ética – Jogador abandona partida numa situação em que somente ele tem material para dar mate
Pergunta 58: Numa partida, o jogador com várias peças brancas abandona e entrega a planilha com o resultado 0x1. Seu adversário não tem material para dar mate. O que decide o árbitro?


Resposta: Sem dúvida trata-se de uma situação anormal. O árbitro não pode aceitar a vitória de um jogador que não tem material para dar mate. O resultado da partida neste caso deve ser 0 (perda da partida face ao disposto no art. 12.1 da lei do xadrez) para o jogador das brancas e meio ponto para o jogador adversário.
No relatório final deverá enquadrar o jogador das brancas no artigo 12 da Lei, por falta de ética.
”Art. 12 Os jogadores não poderão praticar nenhuma ação que desrespeite ou cause má reputação ao jogo de xadrez.”

Falta de ética – Jogador coloca seu rei em casa ao lado do rei adversário
Pergunta 59: Dois jogadores estão em apuro de tempo numa partida de xadrez relâmpago. O jogador A tem rei na casa c6 e peões nas casas c7 e a5; jogador B tem rei na casa e6. O jogador B tem a vez de jogar e, com grande velocidade coloca seu rei na casa (encostando rei com rei). O jogador A com a seta pendurada automaticamente joga c8=D. O jogador B captura o rei branco e declara-se vitorioso. Está correto? As pretas venceram?

Resposta: Este deplorável truque é bem conhecido e só acontece em partidas de blitz. É sem dúvida, aética a atitude do jogador das pretas que pode até ser penalizado com a perda da partida (se agiu dolosamente) por ter tentado ludibriar o seu adversário. Além disto, seu lance vai de encontro ao disposto nos artigos 1.2, 7.4 a, 12.1. Conclusão: O árbitro deverá, nos casos da espécie, decretar imediatamente a derrota do jogador B, que conduzia as peças pretas.

”Art. 1.2 – in fine – Não é permitido deixar ou colocar o seu próprio rei sob ataque ... ”. ”Art. 12.1 - Os jogadores não poderão praticar nenhuma ação que cause má reputação ao jogo de xadrez."
”Art. 13.4 - O árbitro pode aplicar uma ou mais das seguintes penalidades:
a) advertência,
b) aumentar o tempo remanescente do oponente,
c) reduzir o tempo remanescente do jogador infrator,
d) declarar a perda da partida,
e) reduzir os pontos ganhos na partida pelo jogador infrator,
f) aumentar os pontos ganhos na partida pelo oponente até o máximo possível para aquela partida,
g) expulsão do evento."

Falta de ética ou de educação?
Pergunta 60: Na nossa cidade existe um jogador fedorento que não cuida da higiene pessoal, não toma banho, não escova os dentes e por isso tem péssimo hálito e fede mais que um híbrido de bode com gambá. O árbitro pode aplicar alguma punição para esse jogador ‘catinguento’ que não tem nenhum asseio, se durante a partida ele ficar "bufando" em cima perturbando a concentração do indefeso adversário?

Resposta: Esta é uma das questões que costumam causar constrangimento e quase ninguém ‘ousa’ falar nisso.
O jogador "fedorento" que, deliberadamente, não toma banho, tem bafo de bode, não escova os dentes, etc., causa irritação ao adversário e transtorno para árbitros e jogadores, que estão eventualmente atuando na chamada ‘área de risco’, bem como a organizadores de torneios.
Não importa se o jogador em questão é contumaz em dar insuportáveis baforadas justamente nos apuros de tempo do adversário. Mesmo em qualquer momento de reflexão do adversário isso pode e deve ser encarado como uma perturbação.
E o árbitro não pode se omitir em situações dessa natureza!
É evidente que o jogador que se propõe a jogar uma partida em tais condições certamente estará incomodando o adversário se, para tanto, age de modo intencional, devendo ser penalizado pelo árbitro, por infringir disposto no artigo 12.6 da Lei do Xadrez.
É conveniente lembrar que o artigo 13.4 da Lei do Xadrez traz em seu bojo um elenco de penalidades que podem e devem ser aplicadas ao jogador que está perturbando o adversário e criando embaraços à arbitragem.
”Art. 12.6 da lei do Xadrez - É proibido distrair ou perturbar o oponente de qualquer maneira ...”.

Falta de ética ou de educação – Jogador fedorento perturba o adversário
Pergunta 61: O jogador fedorento, com mau-hálito e que dá bufadas durante o jogo.
Qual seria a punição para esse jogador? Que atitudes o árbitro tomaria?
O artigo 12.6 da Lei do Xadrez proíbe que o jogador distraia ou perturbe o adversário de qualquer forma.

Resposta: Indubitavelmente, o jogador que dá baforadas no adversário está transgredindo a lei e deve ser penalizado.
Para aplicar ao infrator, o árbitro tem a seu dispor variado elenco de penalidades.A punição dependerá da gravidade situação e da perturbação provocada.
É claro que o árbitro deve levar em conta, também, o comportamento pregresso do infrator.
Em tese, a penalidade pode variar desde a concessão de tempo para o adversário até a aplicação ao infrator da perda da partida.

Fator tempo – No blitz é justo que um jogador jogue sem plano, só para ganhar no tempo?
Pergunta 62: Numa partida de blitz (relâmpago), é justo que um jogador jogue sem plano, valendo-se somente da sua superioridade no tempo, para vencer uma partida que está teoricamente empatada, por exemplo?


Resposta: No blitz, o fator tempo é muito mais importante que nos ritmos de pensado e rápido.

Tanto isso é verdade, que o apêndice C2 veda, no blitz, as reivindicações de empate com base no art. 10.2 da Lei do Xadrez.

Assim, o jogador que estiver pior no tempo não pode reivindicar empate, por estar numa posição equilibrada (bispos de cores opostas, por exemplo), ou em superioridade de posição, ou mesmo alegando xeque-perpétuo. No blitz, o xeque perpétuo não acarreta o empate, a não ser com a concordância do adversário.

Melhor dizendo, pedir é possível, mas o árbitro deve determinar que a partida tenha continuidade.

Logo, o jogador inferiorizado no tempo, somente terá sucesso na sua reivindicação de empate, na hipótese de o adversário não possuir material para dar mate. (vide apêndice C3 da Lei do Xadrez)

Se ocorrer a queda de seta, o jogador, simplesmente, perde a partida, a não ser que o adversário não tenha material suficiente para dar mate. Isso é regra geral.

Isto porque, no blitz, o jogador não tem a obrigação de se esforçar para ganhar por meios normais, como por exemplo, forçar o xeque mate. Ele pode, até mesmo, repetir posições para ganhar pelo tempo, mesmo porque, a partida de blitz não é anotada.

É injusto? Pode-se dizer que não! porque o fator tempo é o mais importante nesta modalidade.

Blitz não é xadrez no sentido "puro". O vencedor no blitz é, em geral, aquele com maior habilidade manual. Nos clubes virtuais da internet, o vencedor costuma ser aquele, com maior agilidade no manejo do mouse.
É claro que o internauta ‘ligeirinho’ corre o perigo de virar estatística da síndrome do LER.

E o árbitro não pode decretar empate a não ser nessas situações de falta de material.

Mesmo na famosa ‘posição de empate’ rei e peão de torre contra rei, o árbitro deve deixar a partida prosseguir, até que o jogador afogue o rei do adversário. Se a seta do jogador com rei nu, cair antes, ele simplesmente perde a partida.

Muitos acham estranho, mas é isso que diz a Lei do Xadrez, atualmente em vigor.

Fator tempo - Blitz - O árbitro pode decretar empate se o jogador exigir alegando xeque-perpétuo?
Pergunta 63: Li a sua resposta anterior, no entanto, não pude concordar com sua interpretação de que o arbitro não possa decretar empate nem, por exemplo, em uma posição de xeque perpétuo, onde facilmente pode-se constatar a repetição. Acho inclusive que no Brasil boa parte dos árbitros tem se equivocado em decisões relativas as partidas de blitz ... espero que meu e-mail possa contribuir para o debate e, conseqüentemente, maior aprofundamento e compreensão do tema. Para finalizar gostaria de ressaltar que as respostas às questões de arbitragem dadas no site, tem-se tornado referência para os enxadristas brasileiros, por isso minha preocupação quanto à resposta dada e sua possível utilização nas tomadas de decisão em diferentes torneios.

Resposta: Reconheço que essa questão é mesmo polêmica.
Respeito a sua opinião, mas continuo a afirmar que o jogador só não perde a partida, nas situações da espécie, se o adversário não tiver material para dar mate (logicamente depois de o adversário, com a seta ainda em pé, acusar a queda de seta).

A lei não faculta a nenhum dos jogadores exigir empate, simplesmente, pelo fato de a posição estar-se repetindo. Isto porque - também no blitz - não existe a figura do xeque-perpétuo.

Além disso, no blitz, ao contrário do que acontece no pensado, o tempo é fator preponderante e decisivo! E o árbitro também não pode precipitar-se decretando empate mesmo porque não teria respaldo legal para intervir na partida e tomar tal decisão.

Enfim, o que se quer dizer é que o legislador, ao elaborar o apêndice C, levou em conta a característica inegavelmente marcante e decisiva do blitz, qual seja, o fator tempo!
OBS: Na resposta anterior não foi abordada a questão do xeque perpétuo.
O árbitro só pode intervir nos casos previstos em lei.

Fator tempo - Blitz – Existe empate pela repetição de lances
Pergunta 64: Recentemente participei de um evento como técnico de equipe e durante uma partida de estilo relâmpago (5 minutos), vi um atleta realizando várias vezes a mesma posição no tabuleiro, um verdadeiro vai-e-vem da peça, aguardando a queda de seta. Existe empate pela tripla repetição de lances no estilo relâmpago?

Resposta: A lei do xadrez não regula a figura do "xeque perpétuo".Xeque perpétuo, não existe (!) como costuma dizer, com muito senso de humor, o Presidente do Comitê de Arbitragem da FIDE. Por falta de amparo legal, o árbitro não pode intervir espontaneamente numa partida de blitz, também conhecida como relâmpago ou ping, nos casos de repetição de posição.A lei é clara (!), parafraseando conhecido árbitro de futebol: A reclamação com base em repetição de posição (ou na regra dos 50 lances) só prospera se houver uma planilha. E ninguém joga blitz anotado!

Final Acelerado – Quickplay Finish – Conceituação
Pergunta 65: Li algumas das questões sobre arbitragem no site xeque.net, e gostaria de saber o que significam as partidas de quickplay finish!”

Resposta: Quickplay finish ou final acelerado ou 'at finish' ou guilhotina é a fase de uma partida quando todos os lances (remanescentes) devem ser efetuados num determinado limite de tempo.
Exemplificando: se o ritmo de jogo for 2 horas para 40 lances mais uma hora nocaute, haverá 2 fases de jogo. Na primeira fase, cada jogador terá de realizar 40 lances em 2 horas. Na segunda fase, os jogadores deverão realizar todos os lances remanescentes em 1 hora mais o tempo que foi poupado na primeira fase.
Essa segunda fase é chamada de ‘quick play finish’.

Insubordinação – Jogador desrespeita o adversário e árbitro
Pergunta 66: Um jogador pede a presença do árbitro para informar que o adversário efetuou o 3º lance impossível. Porém, esta é a primeira vez que o árbitro é chamado para anotar a penalidade. O jogador informa que seu adversário cometeu a terceira. O árbitro questiona o seu adversário e este mantém-se em silêncio (não admitindo nem que sim, nem que não) e diz ao reclamante que era sua a responsabilidade de chamar o árbitro, já que esta era a primeira vez do árbitro ao tabuleiro. O reclamante, então, levanta-se da mesa e acusa seu adversário de má-índole, uma vez que aquele deveria admitir que havia feito o terceiro lance. Pergunto: o reclamante poderia ser penalizado pelo árbitro devido à sua conduta com a perda da partida (ou exclusão do torneio)? E, além disso, perdeu completamente a razão por não ter chamado o árbitro desde o primeiro lance ilegal? Como fica o resultado da partida, sendo que a mesma encontrava-se no meio-jogo?”.


Resposta: A atitude do reclamante é típica do jogador indisciplinado que não respeita o adversário, o árbitro, nem ao xadrez.
O árbitro deve aplicar uma das sanções previstas no artigo 13.4 da Lei do Xadrez.
O grau da punição depende do comportamento do reclamante durante a partida.
Se a punição merecida for a perda da partida, o árbitro deverá determinar o escore do adversário.